6ª Jornada Fase Final CN Sub-18 Grupo B Caldas RC – 55 vs RC Lousã – 0

6ª Jornada do CN Grupo B Serie 1 Apurados Sub-18

Sábado 25 de Março 2017 nas Caldas da Rainha.

Jornada em atraso da Fase Final do Campeonato Nacional de sub-18 Grupo B, motivada pelo trágico evento ocorrido com o jogador do Caldas RC, Bernardo “Benny” Dourado. Os nossos agradecimentos à compreensão manifestada pelo RC Lousã.

Muito público, a presença do Presidente da CM das Caldas da Rainha, Dr. Tinta Ferreira, os presidentes dos dois clubes a acompanhar este escalão de competição que representa o futuro do Rugby nacional, instalações magníficas para a prática desta modalidade, enfim uma moldura que dignifica o trabalho empenhado do Caldas RC.

Motivados e empenhados em mostrar o progresso técnico e tático que vem sendo evidenciado, a jovem equipa Pelicana, hoje com algumas ausências de vulto, fruto de pequenas lesões e impedimentos próprios da vida de estudante, brindou-nos com uma exibição de grande nível.

A aposta na construção de uma equipa renovada, com vários jogadores ainda do escalão sub-16 está a ter os seus frutos. A “escola” do Rugby Pelicano, obra de muitos anos do seu treinador Patrício Lamboglia, continua a dar frutos.

A jogar contra o forte vento que se fazia sentir, os Caldenses entraram com tudo frente a uma equipa Beirã de maior estatura e peso. E logo aos 2 minutos, numa bola recuperada num ruck – os avançados do Caldas estiveram brilhantes neste domínio, chegaram ao primeiro ensaio pelo talonador Ricardo Rei.

O domínio Caldense foi uma constante no 1ºquarto do jogo. Instalados nos 22 metros da Lousã os Pelicanos foram desenvolvendo jogadas de puro Rugby.

Desta forma não se estranhou os excelentes ensaios obtidos, aos 12 minutos pelo abertura Afonso Pecegueiro, a concluir entre os postes uma jogada poderosa de avançados, facilmente transformado pelo mesmo jogador e aos 14 minutos pelo asa Baltasar Fernandes após jogada em que a oval foi transmitida a toda a largura do terreno.

Os Beirões tentaram reagir. Jogo de contacto a tentar penetrar a linha Pelicana, mas a resposta da equipa da casa foi do mesmo nível. Nada melhor para ilustrar esta atitude dos Caldenses, que a jogada à mão, aos 20 minutos, a partir de alinhamento ganho nos 5 metros defensivos, a toda a largura do campo, apenas travada já nos 10 metros adversários pelo último defensor.

E o jogo prosseguiu na mesma toada, intenso e jogado a alta velocidade. E, após nova oportunidade gorada nos últimos 5 metros do Lousã, “Pulga” o médio de formação Pelicano, marcou de novo aos 27 minutos, na sequência de formação ordenada conquistada à entrada da linha de ensaio do Lousã e saída do asa Baltasar Fernandes.

Até ao intervalo a partida não se alterou nas suas características. Grande capacidade defensiva do Caldas, conquistas nos rucks e saídas rápidas para o ataque com a oval transmitida a toda a largura. Duas jogadas deste tipo ficaram perto de serem finalizadas com toques de meta.

Ao intervalo: Caldas RC – 22 / RC Lousã – 0.

Exibição de muito bom nível dos Caldenses, superiores em todos os domínios do jogo. Trabalho de avançados, médios tecnicamente impecáveis, linhas atrasadas penetrantes e com o jogo à mão da “escola Pelicana” a prevalecer. O Lousã, com maior capacidade física mostrou-se impotente para contrariar a vontade Pelicana.

A segunda parte iniciou-se com novo ensaio do Caldas. Pontapé a seguir do ponta Duarte Jasmins, defendido in-extremis pelo Lousã com toque de meta, mellée consequente conquistada e concretização por Baltasar Fernandes. A transformação de Afonso Pecegueiro colocou o resultado em 29 -0.

Com o jogo resolvido, a partida continuou interessante em ser seguida. Luta dura e leal de avançados, tentativas de ganhar a linha de vantagem a partir de jogadas de contacto por parte do Lousã, defesa corajosa com grande pressão por parte do Caldas, sempre a sair em velocidade e a jogar à mão, ao largo ou em profundidade.

E a história do jogo resume-se ao evoluir do resultado.

Aos 50 minutos, ensaio de Afonso Montargil e transformação do nº 10, a concluir varias fases de circulação de bola a toda a largura do terreno.

Baltasar Fernandes conclui aos 59 minutos jogada semelhante, ensaio de novo transformado por Afonso Pecegueiro.

Exemplo da determinação colocada em toda a partida pela equipa Pelicana o toque de meta, aos 63 minutos pelo 2ª linha Diogo Vieira, de novo transformado exemplarmente pelo médio de abertura Caldense.

O Lousã, com mais banco, procurou os pontos de honra. Mas o Caldas não cedeu e, na bola de jogo concretizou o que se pode considerar a jogada do encontro. Nova conquista dos avançados na luta no solo, saída rápida de conta ataque pelo centro Alex Vieira, apoio do médio de abertura Afonso Pecegueiro que com um pontapé tático colocou a bola nas costas da defensiva Beirã, indo receber e, num ”side step” final, marcar um ensaio que é um hino ao jogo de academia dos Pelicanos.

Resultado final: Caldas RC – 55 (9 E,5 T) / RC Lousã – 0

Vitória incontestável de uma equipa do Caldas RC, muito jovem, em crescendo e que faz do Rugby de ataque jogado à mão a sua imagem de marca. Resposta briosa dos Beirões, equipa mais adulta mas que não teve Rugby para os Pelicanos. Arbitragem competente num jogo muito lutado mas exemplar do ponto de vista disciplinar.

O aplauso final do público às duas equipas foi justa recompensa.

No próximo Domingo, 2 de Abril, o Caldas RC desloca-se ao Estádio 1º de Maio, em Lisboa, para disputar a 10ª jornada frente ao CR S. Miguel, jogo também integrado na Bulldog Cup organizada pelo Clube Lisboeta.

Alinharam pelo Caldas RC:

Rodrigo Pereira (Torrense Rugby), Ricardo Rei (1 E), Bernardo Nascimento, Diogo Vieira (1 E), José Contreras Lopes, Afonso Montargil (1 E), Baltasar Fernandes (3 E), António Maltez, Rodrigo “Pulga” Henriques (1 E), Afonso Pecegueiro (2 E, 5 T), Duarte Jasmins, Alexandre Vieira, Eduardo Vieira, Carlos Prieto, Diogo Lucas, Álvaro Jasmins.

Treinador: Patricio Lamboglia
Fisioterapeuta: João Raimundo/Physioclem.
Diretor de Equipas: António Ferreira Marques.

Os nossos agradecimentos ao apoio dos nossos patrocinadores:

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