17ª Jornada CN 1ª Divisão Caldas RC – 27 RC Santarém – 46

Caldas perde no “derby” do Oeste mas confirma “play-off”

17ª Jornada do CN 1ª Divisão Caldas RC vs CR Santarém

Tarde de Sábado com tempo de Verão, bancadas cheias – o “derby” atrai sempre os “supporters” destes rivais, e uma surpresa para o final … tudo se reunia para um magnífico dia de Rugby.

E quem se deslocou ao Complexo Desportivo das Caldas da Rainha saiu satisfeito. Um bom jogo de Rugby, com grandes momentos nas suas duas partes, uma terceira parte de convívio exemplar, e … como surpresa … uma quarta parte inesperada. O pedido de casamento do jogador Pelicano Jonathan Nolan à noiva Maria Azinheira, de origem Ribatejana, foi o grande momento da tarde.

Com a classificação nesta fase regular praticamente definida, o Caldas RC disputava este jogo com a natural vontade de vencer o rival do Oeste. O Santarém ainda com hipóteses de se classificar no 4º lugar, o que lhe daria a possibilidade de disputar o jogo dos quartos de final em casa, buscava também a vitória.

Os Pelicanos apresentaram-se com várias ausências importantes, afazeres profissionais e compromissos académicos inadiáveis. Regressava de uma época na exigente 2ª liga de Leinster o jovem Giorgi Turabelidze, em substituição do lesionado João Sancheira.

1º Quarto: Caldas RC – 3 / RC Santarém – 3

Partida equilibrada, com o Caldas a mostrar algumas dificuldades nos alinhamentos.

Aos 6 minutos um dos grandes momentos do jogo. Conquistado um alinhamento ao adversário, o possante Giorgi Turabelidze progrediu e assistiu o médio de abertura Tomás Lamboglia que, vendo uma oportunidade e com uma execução irrepreensível, transformou um pontapé de ressalto a cerca de 35 metros dos postes.

Motivados os Pelicanos procuraram o seu tradicional jogo à mão a partir de plataformas de avançados e, aos 9 minutos, dispuseram de uma penalidade, tentada aos postes pelo habitual chutador Tomás Lamboglia, mas sem êxito.
No final deste primeiro quarto, aos 19 minutos, os Cavaleiros repuseram a igualde, ao transformarem pelo seu “arrier” um pontapé de penalidade.

Os Caldenses intensificaram o ritmo do seu jogo com várias jogadas a partir do centro Jonathan Nolan, uma das quais, aos 23 minutos, foi travada irregularmente pelo ¾ ponta Escalabitano e consequente cartão amarelo.

Aproveitando a superioridade neste corredor o Caldas chegou ao ensaio de penalidade, aos 25minutos, na sequência de várias fases de avançados nos 5 metros do Santarém, sistematicamente paradas com recurso à falta. A transformação, fácil, colocou o resultado em Caldas RC – 10 / CR Santarém – 3.

Continuaram na mesma toada de ataque os Pelicanos, defendendo bem os Cavaleiros, mas recorrendo muitas vezes à falta. E aos 31 minutos, Tomás Lamboglia aproveitou mais uma destas situações transformando, com êxito.
De novo com a equipa completa, o Santarém reagiu e chegou ao ensaio aos 34 minutos, repondo uma diferença mínima de 3 pontos.

Acreditaram os Cavaleiros e passaram a jogar rápido lançando as suas linhas atrasadas. Uma destas tentativas, aos 38 minutos, foi intercetada pelo centro Caldense Jonathan ”Nilas” Nolan que só parou debaixo dos postes. Tommy Lamboglia não perdeu o ensejo e transformou para colocar o Caldas com 10 pontos de diferença.

Na bola de jogo o Caldas ainda beneficiou de nova penalidade, a cerca de 45 metros, contudo a tentativa não resultou.

Ao Intervalo: Caldas RC – 20 / RC Santarém – 10.

O resultado premiava a equipa que melhor aproveitou as oportunidades e que procurou jogar com pressão provocando o erro ao adversário. O elevado ritmo da partida, aliada ao forte calor e a um banco reduzido iriam ditar a capacidade dos Pelicanos responderem à esperada reação dos Cavaleiros.

3º Quarto: Caldas RC – 27 / RC Santarém – 24

E a segunda parte iniciou-se com o Santarém ao ataque, colocando um elevado ritmo e jogando a partir de penetrações dos centros e lançamento aos pontas, muito rápidos.

Quando logo aos 43 minutos, o 2ª linha do Caldas foi punido com amarelo, ainda mais de acentuaram as dificuldades da equipa da casa em contrariar o jogo do oponente.

E após várias tentativas o Santarém chegou ao ensaio, aos 50 minutos, numa penetração concretizada sob os postes. Transformação fácil e o resultado de novo na diferença mínima.

Aos 55 minutos e após alguma felicidade num ressalto de bola, novo ensaio transformado para os Cavaleiros, que, assim, passavam para o comando pela primeira vez na partida.

Mas, na resposta, aos 57 minutos, e de novo aproveitando uma interceção, o “noivo” Jonathan ”Nilas” Nolan só voltou a parar na linha de ensaio. A transformação de Tommy Lamboglia colocou o Caldas de volta ao comando do marcador.

Os Caldenses acreditaram e durante cerca de 10 minutos colocaram o jogo sobre os últimos 5 metros dos Escalabitanos. Conquistas nos alinhamentos, seguidas de tentativas de moule ou fases de avançados a provocar penalidades jogadas sempre á mão, foram sendo tentadas, mas a todas responderam os Cavaleiros com defesa muito eficaz.

O ensaio Pelicano antevia-se eminente mas, ao invés foi o Santarém que, aos 66 minutos, marcou. Perda de bola no ruck em cima da linha de ensaio dos Cavaleiros, jogada à mão e contra-ataque de linha-a-linha concretizado com toque de meta.

E a partida terminou aqui para o Caldas. Sem capacidade de reação e, acima de tudo sem frescura física a equipa da casa entregou o domínio total ao Santarém.

E o resultado acabou por se avolumar nos últimos 7 minutos. Através de jogadas muito idênticas, penetração rápida em contra-ataque a partir de conquistas na sua linha de 22 metros, os Cavaleiros marcaram 3 ensaios, aos 73 minutos, 76 minutos e 78 minutos, dos quais o último foi transformado.

Procuraram os Pelicanos responder, com brio, até final tentando com tudo o ensaio merecido, mas, também com brio os Escalabitanos defenderam com tudo e não o permitiram.

Resultado Final: Caldas RC – 27 (3 E, 3 T, 2 P) / RC Santarém – 46 (7 E, 4 T, 1 P)

Resultado justo e vitória da melhor equipa. Os números talvez exagerados face à replica Pelicana e às oportunidades não finalizadas.

Arbitragem regular.

A terceira parte foi de nível idêntico ao do jogo, aqui com ”empate” final, o que se esperava, face à presença dos muitos “internacionais” de ambos os lados.

O CRC alinhou:
Luis Gaspar, David Esteves, Rui Santos, Cristiano Manuel, Gonçalo Sampaio, Leonardo Ferreira, Ricardo Marques (Cap.), Giorgi Turabelidze, Salvador Cambournac, Tomás Lamboglia, Diogo Vasconcelos, Jonathan Nolan, nika Charkviani, Mateus Neves, Gonçalo Silva, Filipe Nobre, Francisco Fraga, Cristóvão Monteiro.
Treinador: Patricio Lamboglia
Fisioterapeuta: João Raimundo/Physioclem
Diretor Equipa: Adelino Jacinto

Os nossos agradecimentos ao apoio da CM Caldas da Rainha, e aos nossos patrocinadores:

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