3ª Jornada CN2 Caldas RC – 61 (9 E, 8 T) vs RC Loulé – 12 (2 E, 1 T)

3ª Jornada CN2 Seniores

Caldas RC vence confortavelmente com ponto bónus ofensivo

 

Numa tarde ventosa o Caldas RC recebeu, no complexo desportivo das Caldas da Rainha, o RC Loulé, numa partida que se antevia equilibrada. Ambas as equipas vinham de vitórias moralizadoras, os Caldenses ao vencerem o derby do Oeste e os Algarvios, recém promovidos ao CN2, ao superiorizarem-se ao Bairrada.

 

Ambas as equipas apresentaram-se com muitas ausências, essencialmente fruto de compromissos profissionais, o Caldas RC, em particular, via-se desfalcado de cinco dos seus habituais titulares.

 

Apesar de todos os esforços a arbitragem, e o Rugby em geral, continuam com graves problemas. A Comissão de Arbitragem não nomeou árbitro para esta partida. De acordo com o regulamentado, e encontrando-se presente o árbitro António Vidigal, este aceitou dirigir a partida, com o acordo de ambos os clubes.

 

Ao contrário da expectativa o jogo foi totalmente dominado pela equipa Pelicana.

 

Jogando contra o forte vento os visitados entraram muito fortes e, logo na primeira jogada, rececionando o pontapé de saída, criaram uma jogada de forte pressão dos seus avançados. Uma penalidade rapidamente jogada à mão permitiu uma penetração do 2ª linha Sebastião Vasconcelos, concretizada entre os postes. A conversão pelo habitual Tommy Lamboglia colocou o resultado em 7-0 para o Caldas RC.

 

Confiantes, jogando o seu Rugby tradicional, a partir do competente par de médios, criando boas plataformas de avançados e abrindo para as rápidas linhas atrasadas, os Pelicanos foram construindo um resultado desnivelado, ainda que o Loulé procurasse sempre responder.

 

 

Aos 9 minutos, e após uma formação ordenada ganha com autoridade – o pack avançado dos Caldenses esteve superior em todas as fases estáticas do jogo, o defesa Pelicano chutou inteligentemente a seguir e o centro Tomás Jacinto concretizou em grande estilo. Transformação fácil e Caldas a vencer por 14-0.

 

Reagiu o Loulé, procurando colocar a oval no seu possante ¾ Joseph Ajuwa, e, aos 16 minutos, beneficiando de uma rápida recuperação de bola, só parou entre os postes. Ensaio convertido e 14-7 para a equipada casa.

 

Mas o Caldas não se perturbou e mandou na partida.

 

Aos 22 minutos novo ensaio pelo centro Tomás Jacinto, após alinhamento conquistado nos 5 metros, moule e último passe pelo médio de abertura.

 

 

Aos 28 minutos jogada idêntica e desta feita finalização pelo 2ª linha Sebastião Vasconcelos.

 

Na bola de jogo e após conquistas sucessivas da formação ordenada Pelicana nos últimos 5 metros, travadas sistematicamente em falta, o nº 8 Caldense, Filipe Gil, finalizou o toque de meta numa última e poderosa formação.

 

 

Ao intervalo: Caldas RC – 33 (5 E, 4 T) / RC Loulé – 7 (1 E, 1 T).

 

Um Caldas RC superior, em todas as fases do jogo, e o corolário no marcador a demonstrar o domínio Pelicano.

 

A segunda parte iniciou-se como a primeira. Forte entrada do Caldas RC, agora a jogar a favor do vento, e, logo aos 42 minutos, o sexto toque de meta pelo defesa Diogo Vasconcelos. O irrepreensível Tommy Lamboglia converteu competentemente, mais uma vez.

 

Não abrandando, sempre com o pack avançado, entretanto refrescado com as entradas dos poderosos Bruno Silva – um regresso que se saúda, e Morgan Coic, os Pelicanos instalaram-se nos últimos 22metros adversários e foram construindo várias oportunidades.

Aos 50 minutos o médio de formação Salvador Cambournac concretizou uma destas jogadas e, com a conversão habitual de Tommy Lamboglia o resultado passou para 47-7.

O jogo entrou, então numa fase confusa. O Caldas deixou de jogar tão organizado e o Loulé procurou responder jogando à mão e lançando os seus jogadores mais pesados.

 

Este esforço foi recompensado com um ensaio por Joseph Ajuwa aos 53 minutos.

 

Quando aos 71 minutos, Bruno “Pantera” Silva finalizou mais uma sequência de penalidades, jogadas rapidamente à mão, nos últimos 22 metros do Loulé, a reação dos Algarvios não mais teve elán.

 

Até final, ainda a registar o 9º toque de meta Pelicano, por Filipe Gil, após mais uma das muitas formações ordenadas dos Pelicanos, empurrada até à linha de meta.

 

 

Resultado Final: Caldas RC – 61 (9 E, 8 T) / RC Loulé – 12 (2 E, 1 T).

 

Vitória sem contestação do Caldas RC que praticou melhor Rugby. Procurou contestar o RC Loulé, mas sem êxito.

 

Sublinha-se o comportamento disciplinado e desportivo de ambas as equipas numa arbitragem equilibrada e sem problemas. Os três amarelos mostrados, por jogadas normais de Rugby, não sofreram contestação.

 

Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, Bruno Silva (1E), Diogo Vasconcelos (1E), Duarte Jasmins, Filipe Gil (2E), Filipe Nobre, Gonçalo Sampaio, Luis Gaspar, Miguel Freitas, Morgan Coic, Ricardo Rei, Rui Santos, Salvador Cambournac (1E), Sebastião Vasconcelos (2E), Tiago Santos, Tomás Jacinto (2E), Tomás Lamboglia (Cap.) (8T).

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretor de Equipa: António Ferreira Marques

Fisioterapeuta: Érica Balseiro/Physioclem

Delegado FPR: Adelino Jacinto

 

Os nossos agradecimentos ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

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