1ª Eliminatória da Taça de Portugal Sub18 Caldas RC – 28 (4E, 4T) vs RC Santarém 24 (4E, 2T)

1ª Eliminatória Taça de Portugal Sub 18

 

Caldas RC vence o RC Santarém em jogo muito equilibrado

 

Mais uma vez vemo-nos obrigados a iniciar a crónica de um jogo de Rugby, e neste caso de uma partida de um escalão jovem (sub18), dando notícia de mais uma falta do árbitro designado pelo Conselho de Arbitragem. Apenas a cerca de 1 hora do início as duas equipas foram informadas deste facto, por SMS do único funcionário da FPR que ainda vai tendo a dignidade de manter o respeito que todos os praticantes nacionais deveriam merecer.

 

Há urgentemente que resolver a situação de perfeito e caos e desorganização a que o Rugby Português chegou. A atitude autista de uma minoria instalada, que não representa a realidade e a verdade do Rugby Nacional, tem que que ter uma resposta capaz, ponderada e inteligente.

 

Felizmente que os responsáveis dos dois Clubes, o Caldas RC e o RC Santarém, tomaram a decisão de realizar o encontro, o motivo último para existir competição, muito em particular nestes escalões etários – proporcionar aos jogadores colocarem no terreno de jogo toda a entrega, que devotam ao longo de uma época, ao desporto que elegeram, na ilusão que os seus tão propagados valores estariam sempre presentes.

 

Esta 1ª eliminatória da Taça de Portugal foi, então, arbitrada pelos dois Treinadores, Patrício Lamboglia do Caldas RC na 1ª parte e André Durão do RC Santarém na 2ª parte. Esta disponibilidade à custa de não poderem fazer o que melhor serve as suas equipas, treinar e dirigir.

 

Sábado a ameaçar chuva, “pitch” em muito bom estado, algum público, e duas equipas a praticarem bom Rugby – as duas “escolas” do Oeste continuam a honrar os seus pergaminhos.

 

Entraram mais ligados os Pelicanos, colocando em campo o seu Rugby de ataque, decididos a mostrar, desde início, que estavam para vencer. Mais adulta, e com maior compleição física responderam, também desde logo, os Cavaleiros com uma defesa muito bem montada, enérgica, não dando espaço e tempo ao adversário.

 

 

Aos 11 minutos e numa excelente jogada à mão

 

o Caldas chegou ao ensaio, pelo centro Alex Vieira, bem transformado pelo exímio Afonso Pecegueiro, hoje a jogar a “arrier”.

Conseguiu reagir o Santarém e numa jogada rápida, aos 16 minutos, concretizou à ponta. Excelente transformação e o resultado empatado a 7-7.

O jogo prosseguiu na mesma toada; mais posse e tentativa de ataque dos Pelicanos, defesa intransponível dos Cavaleiros.

Na bola de jogo, aos 35 minutos, e após várias fases nos últimos 5 metros do Caldas, com os da casa a defenderem com coragem e competência, a oval foi de novo colada nos 22 metros dos visitantes, e jogada ao largo, à mão,

proporcionou ao centro Caldense JP Lamy concretizar. A transformação, de novo por Afonso Pecegueiro colocou o marcador ao intervalo:

 

Caldas RC – 14 / RC Santarém – 7.

 

Regressou para retificar o Santarém. Aos 42 minutos, e após várias fases bem montadas nos últimos 5 metros Pelicanos chegou ao ensaio, entre os postes, facilmente convertido. Novo empate a 14 pontos e uma boa luta em perspetiva.

 

E o Caldas respondeu com a garra Pelicana. Aos 45 minutos, na talvez melhor jogada coletiva do encontro, jogada ao largo, uma última plataforma de avançados deu ensejo ao possante pilar Zezão Vieira marcar ensaio. Mais excelente transformação de Afonso Pecegueiro e os Caldenses de novo na liderança por 21-14.

 

Confiantes os Pelicanos dilataram a vantagem aos 50 minutos, de novo por Alex Vieira a finalizar, entre os postes, jogada individual de penetração pelo centro. Fácil transformação pelo chutador Caldense e 28-14 no placard.

 

Mas o jogo não estava terminado. Os Cavaleiros reagiram e, fazendo uso do seu maior poder, pressionaram a linha Pelicana, defendida com muita coragem e coração. Conseguiram dois toques de meta, aos 55 minutos e aos 67 minutos, contudo sem transformação.

Até final a defesa corajosa do Caldas e alguma falta de discernimento do Santarém – o jogo foi fisicamente muito exigente para ambas as equipas não permitiu alteração ao resultado.

 

Resultado Final: Caldas RC – 28 (4 E, 4 T) / RC Santarém – 24 (4 E, 2 T)

 

O forte aplauso final que o público rendeu às duas equipas foi o prémio para todos os jogadores.

 

Jogo muito disputado, equilibrado, com dois tipos de Rugby diferentes e que qualquer dos conjuntos poderia ter vencido. Aceita-se a vitória Pelicana, equipa mais jovem e com, ainda, uma grande margem de progressão.

 

Alinharam pelo Caldas RC/Torrense Rugby: Afonso Pecegueiro (4 T), Alexandre Vieira (2 E), Álvaro Jasmins, António Maltez (Cap.), Bernardo Nascimento, Carlos Prieto, Diogo Lopes, Diogo Vieira, Duarte Jasmins, Gonçalo Bernardo, Gonçalo Peres, Ismael Carvalho, João Pedro Lamy (1 E), João Rego, José Maria Vieira (1 E), José Contreras, Manuel Carriço, Paulo Pereira (Torrense Rugby), Rafael Marcos, Rodrigo Henriques, Rodrigo Pereira, Tomás Dias.

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretor de Equipa: António Ferreira Marques

 

Fisioterapeuta: Rodrigo Santos/Physioclem, que prestou também assistência ao RC Santarém.

 

Os nossos agradecimentos ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

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