8ª Jornada CN2 Guimarães RUFC – 22 (4 E, 1 T) vs Caldas RC – 28 (3 E, 2 T, 3 P)

 

8ª Jornada CN2 Seniores

Caldas RC vence em Guimarães e comanda isolado o CN2

 

Vitória difícil dos Pelicanos contra uma Equipa de Bravos, que também poderia ter saboreado o triunfo.

 

Oito dias depois da derrota, indiscutível, contra o mesmo adversário, em casa, para a Taça de Portugal, o Caldas RC apresentava-se na Cidade Berço com a responsabilidade de comandar a tabela classificativa, ainda que ex-áqueo, sabendo que uma vitória lhe permitiria liderar o CN2 isolado.

 

Uma primeira palavra para a equipa do Guimarães. Clube recente que tem vindo a consolidar um crescimento sustentado, acima de tudo com um espírito verdadeiramente Rugbista. A cordialidade da receção à equipa Caldense, o nível de Rugby que procura praticar nos encontros e atitude de grande desportivismo que mostrou ao longo e no final da partida deve e merece ser referida. Só com este tipo de atitude o Rugby Português pode progredir.

 

Tempo muito húmido, mas sem chuva, vento ligeiro e um pitch em boas condições para a prática do Rugby.

 

O Caldas apresentava-se com algumas baixas, frutos de lesões do jogo da Taça e impedimentos de última hora, por razões profissionais, mas com 4 dos elementos nucleares e que não tinham estado disponíveis para o jogo anterior. Mesmo assim, com um plantel muito reduzido, só 3 suplentes no banco.

 

O Guimarães apresentou-se completo e motivado pela vitória anterior.

 

A partida iniciou com o Caldas a procurar implantar o seu jogo. Várias conquistas iniciais em alinhamentos colocaram dificuldades na defesa do Guimarães.

 

Aos 5 minutos uma penalidade foi tentada aos postes e convertida pelo pontapé certeiro de Tommy Lamboglia. O chutador Pelicano esteve superior ao chutador dos Bravos nesta partida e daí talvez a diferença final.

 

Manteve a toada o Caldas mas algumas faltas de apoio nas jogadas de ataque provocaram penalidades que o Guimarães aproveitou para colocar rapidamente a oval nos 22 metros adversários.

 

Aos 15 minutos, numa dessas jogadas os Bravos jogaram o seu Rugby típico, avançados poderosos a romper pelo centro, trocas de bola muito rápidas apenas paradas por uma penalidade cometida nos 5 metros. Jogada a touche, conquista limpa, moule e Ensaio, não transformado.

 

 

Galvanizados os Bravos insistiram com o seu jogo, contudo foram sendo penalizados por vários avants.

 

1º Quarto: Guimarães RUFC – 5 / Caldas RC – 3.

 

Jogo dividido, erros de manuseamento a prejudicar a qualidade.

 

Reagruparam-se os Pelicanos e fizeram 20 minutos de muito bom nível. A partir de um domínio nas fases estáticas, uma formação ordenada com conquistas poderosas a permitir o lançamento da linha de ¾, quer por pontapés táticos quer por jogadas à mão a solicitar a penetração dos centros.

 

Aos 24 minutos, após conquista imperial num alinhamento nos 5 metros um “moule” terminou com toque de meta do pilar Pelicano Bruno “Pantera” Silva. A transformação não resultou.

 

O Guimarães tentou reagir mas vários “avants” não permitiram resposta. Ao invés o Caldas manteve a sua toada, acelerou o jogo e chegou a novo toque de meta à meia-hora. Jogada de compêndio, conquista na formação ordenada, pontapé magnífico de Tommy Lamboglia a solicitar o ponta, e, o ainda sub18 Alex Vieira, a corresponder captando no ar, entrando rápido e só parando entre os postes. Conversão fácil elo abertura Caldense.

 

 

Aos 37 minutos e após conquista na formação ordenada dos Bravos, os Pelicanos beneficiaram de penalidade, que tentada aos postes foi concretizada por Tommy Lamboglia.

 

Ao intervalo: Guimarães RUFC – 5 (1 E) / Caldas RC – 18 (2 E, 1 T, 2 P).

 

Vantagem justa do Caldas, a premiar a equipa que mostrou mais capacidade técnica e que se impôs nas fases estáticas.

Só aparentemente a partida poderia parecer decidida. A intensidade da primeira parte, o desgaste do Caldas, com banco reduzido e o espírito de luta dos Bravos faziam antever um segundo tempo de luta até ao final.

 

Refrescando a equipa, o Guimarães entrou decidido. Colocando o seu Rugby, muito rápido, criou logo grandes dificuldades à defesa Pelicana. Aos 42 minutos uma jogada poderosa de penetração pelo centro terminou com ensaio. A transformação não surtiu efeito.

 

O Caldas sentiu o perigo e voltou a impor o seu jogo. Aproveitando as várias falhas técnicas adversárias e conquistando superiormente as formações ordenadas, o Caldas colocou o jogo nos 5 metros adversários e só a defesa decidida dos Bravos foi impedindo o ensaio que se adivinhava.

 

Contudo, aos 51 minutos e após várias fases em cima da linha de ensaio do Guimarães, a oval foi jogada rápida e entrada decidida do centro Tomás Jacinto para um ensaio de fino recorte. Transformação impecável de Tommy Lamboglia.

Continuou o Caldas e aos 54 minutos após nova jogada a solicitar os centros, apenas travada em falta, a penalidade foi concretizada com precisão pelo inevitável Tommy Lamboglia. Guimarães RUFC – 10 / Caldas RC – 28.

 

 

Uma verdadeira Equipa de Rugby nunca desiste. E o Guimarães é uma verdadeira Equipa de Rugby.

 

Os Bravos foram com tudo para cima dos Pelicanos. Aos 60 minutos montaram várias fases à mão que não foram contrariadas, resultando no terceiro ensaio do Guimarães, mais uma vez não transformado.

 

3º Quarto: Guimarães RUFC – 15 / Caldas RC – 28.

 

Jogo relançado. Conseguiria o Caldas, já muito desgastado resistir ao jogo empolgante do Guimarães?

 

E os últimos 20 minutos foram de luta intensa.

 

Aos 69 minutos o Guimarães chegou a novo toque de meta, este transformado. Penalidade jogada rápida á mão e ensaio facilitado por falha de placagem Pelicana. O desgaste a fazer-se pagar.

 

Adivinhava-se a volta no marcador. Mas foi a vez de o Caldas fazer jus ao seu coração Pelicano.

 

Alguns erros técnicos dos Bravos mas acima de tudo a melhor capacidade Pelicana nas fases estáticas acabaram por determinar os últimos minutos.

 

Resultado Final: Guimarães RUFC – 22 (4 E,1 T) / Caldas RC – 28 (3 E, 2 T, 3 P).

 

Vitória que se aceita do Caldas RC que revelou uma maior capacidade técnica. Os Pelicanos colocam-se na liderança, isolados do CN2. Prémio para estes jogadores e para o Treinador Patrício Lamboglia, que têm dado tudo pelo Clube, para a Comissão Diretiva que tem criado as condições para que o Rugby permaneça e cresça na zona Oeste e para a Cidade das Caldas da Rainha, município em que o Desporto é Rei.

 

 

O Guimarães ficará a dever a si próprio alguns erros que lhe retiraram a possibilidade de triunfar. Mas o Rugby que apresentou, a capacidade de luta e a equipa muito homogénea permitem augurar um futuro muito positivo para estes Bravos.

 

Arbitragem correta de Joaquim Castanheira.

 

Uma última palavra para o exemplo que foi esta jornada do CN2 na cidade de Guimarães. Excelentes infraestruturas, duas equipas a praticar Rugby, na sua total aceção, atitudes de desportivismo de todos os participantes, é este o Rugby Português.

 

Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira (1E), Bruno Silva (1E), Cristiano Manuel, Diogo Vasconcelos, Dorin Plameadala, Duarte Jasmins, Filipe Gil, Gonçalo Sampaio, Leonardo Ferreira, Luis Gaspar, Ricardo Marques (Cap.), Rui Santos, Salvador Cambournac, Sebastião Vasconcelos, Tiago Santos, Tomás Jacinto (1E), Tomás Lamboglia (2T, 3 P), Tomás Melo.

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretores de Equipa: Adelino Jacinto e António Ferreira Marques

Fisioterapeuta: Rodrigo Santos/Physioclem

 

A Equipa Caldense deslocou-se em autocarro da CMCR. O obrigado a Jorge Duarte pela sempre segura condução.

 

Os nossos agradecimentos ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

 

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