12ª Jornada CN2 CR Loulé -7 (1E, 1T) vs Caldas RC – 27 (4E, 2T, 1P)

12ª Jornada CN2 Seniores

Vitória do Caldas RC em Loulé dá liderança do CN2

 

Uma primeira palavra para o RC Loulé. Organização de jogo impecável, uma “clubhouse” magnífica à semelhança dos clubes britânicos, um público, também maioritariamente britânico a apoiar a sua equipa, tudo o que o Rugby significa onde é valorizado. Num momento do Rugby nacional, onde cada vez mais os valores desta modalidade se vão perdendo, é reconfortante ver exemplos, na “província” que são uma referência.

 

A partida disputou-se no magnífico complexo desportivo do Parque da Cidade. Não é por falta de infraestruturas que o desporto Português, e o Rugby em particular, não se desenvolverá.

 

O Caldas RC a realizar uma época acima das expectativas iniciais apresentava-se com legítimas aspirações a vencer. Apenas a longa viagem e algumas ausências – as equipas totalmente amadoras estão sempre sujeitas à disponibilidade académica e laboral dos seus atletas, poderia colocar algumas dificuldades. O Loulé, a jogar em casa e como seu plantel totalmente disponível procurava pontuar para sair da cauda da tabela classificativa.

 

A primeira parte foi de domínio total Pelicano. Concentrados, os Caldenses controlaram territorialmente e, colocando o seu jogo típico em campo, exemplares nas fases estáticas e fazendo uso do seu jogo à mão, conquistaram uma vantagem confortável.

 

Aos 8 minutos, uma das conquistas em alinhamentos seguido de moule, jogada rápida a solicitar o primeiro centro e entrada decidida do “arrie” Claúdio França e finalização à ponta. O pontapé de transformação não resultou.

 

Aos 20 minutos, a castigar uma penalidade dos Algarvios, o chutador Pelicano “Tommy” Lamboglia não vacilou.

 

1º Quarto: RC Loulé – 0 / Caldas RC – 8.

 

Ascendente Pelicano e várias oportunidades desperdiçadas na definição final.

 

Aproveitando um amarelo a um jogador Algarvio, aos 22 minutos, Caldas RC instalou-se totalmente no meio-campo do Loulé.

Aos 27 minutos, a poderosa formação ordenada Pelicana conquistou um segundo toque de meta, desta feita exemplarmente transformada pelo capitão “Tommy Lamboglia”.

 

Acentuando a sua pressão, e mesmo com as duas equipas completas, os Pelicanos chegaram a novo ensaio na melhor jogada do encontro, aos 36 minutos. Pontapé tático do médio de abertura, magnificamente captado nas alturas pelo defesa e entrega clínica ao ¾ ponta Diogo Vasconcelos que finalizou. Nova transformação impecável de “Tommy Lamboglia”.

 

Reagiu o Loulé e, no final da primeira metade o toque de meta foi impedido por falta merecedora de cartão amarelo pelo “arrier” Caldense, contudo a penalidade jogada rapidamente à mão foi desperdiçada por falha técnica.

 

Ao intervalo: RC Loulé – o / Caldas RC – 22 (3 E, 2 T, 1 P).

 

Partida resolvida, expectativa quanto à possibilidade de ponto bónus Pelicano.

 

Mas o RC Loulé é uma equipa de Rugby. Refrescando a sua avançada, com a entrada de jogadores fisicamente muito possantes, e beneficiando da vantagem de mais um jogador colocaram pressão sobre o Caldas RC, obrigando a equipa Pelicana a cometer várias faltas e erros de manuseamento.

 

Aos 9 minutos uma primeira oportunidade, tentativa de transformação de penalidade, mas desperdiçada.

 

Continuando na mesma toada, e já com ambos os conjuntos completos, o Loulé chegou, aos 53 minutos, merecidamente ao ensaio. Na sequência de um alinhamento conquistado a oval foi jogada rapidamente e a entrada decidida do poderoso segundo centro Joseph Ajuwa só terminou entre os postes. Transformação fácil.

 

3º Quarto: RC Loulé – 7 / Caldas RC – 22.

 

Foi a vez de o Caldas refrescar a sua linha avançada.

 

Pouco a pouco o reequilíbrio territorial e de jogo foi-se instalando.

 

Crentes que podiam conquistar um resultado mais de acordo com a sua qualidade, os Pelicanos deram tudo nos últimos minutos.

 

E foram recompensados aos 78 minutos. Nova formação ordenada conquistada, fase onde os Caldenses estiveram exemplares, penalidade dos Louletanos jogada rapidamente à mão pelo médio de formação Salvador Cambournac que explorou uma falha na linha defensiva adversária e abriu para a entrada potente do segundo centro Tiago “Samu” Santos. A trsnformação falhou por pouco.

 

Resultado Final: RC Loulé – 7 (1 E, 1 T) / Caldas RC – 27 (4 E, 2 T, 1 P).

 

Vitória com ponto bónus ofensivo, apenas conquistado no final da partida. O Caldas RC foi superior mas teve que se bater com uma equipa Louletana que tudo fez para contrariar o melhor Rugby Pelicano.

 

Arbitragem competente e correta de Manuel Chicharro, direção de jogo sem falhas de João Costa.

 

Com este resultado e beneficiando da derrota do CRAV em Santarém os Caldenses ascendem ao comando, isolado, do CN2.

 

Quando faltam 5 partidas para o final, crescem as hipóteses de uma classificação que permita disputar as meias-finais desta competição.

 

Uma nota final para os indefetíveis sócios e simpatizantes do Caldas RC que apoiaram a equipa nesta deslocação.

 

Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, Bruno Silva, Cláudio França (1E), David Esteves, Diogo Vasconcelos (1E), Dorin Plameadala, Filipe Gil (1E), Gonçalo Sampaio, Leonardo Ferreira, Luis Gaspar, Mateus Neves, Ricardo Rei, Rui Santos, Salvador Cambournac, Sebastião Vasconcelos, Tiago Santos (1E), Tomás Jacinto, Tomás Lamboglia (Cap.) (2T,1P), Tomás Melo.

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretores de Equipa: António Ferreira Marques

Fisioterapeuta: Rodrigo Santos/Physioclem

 

A Equipa Caldense deslocou-se em autocarro da CMCR, conduzido por Jorge Duarte.

 

Os nossos agradecimentos ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

 

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