3ª Jornada Fase Final CN Grupo B Sub-18 CRAV – 37 (5E, 3T, 2P) vs Caldas RC – 21 (3E, 3T)

3ª Jornada Fase Final CN Grupo B Sub 18

Caldas RC vende cara a derrota em Arcos de Valdevez

Tarde magnífica de Verão antecipado, instalações do Complexo Desportivo de Rugby de Arcos de Valdevez de muito bom nível e duas equipas a praticarem Rugby, naquilo que é a sua essência, resultou numa partida muito agradável de seguir.

Apresentou-se muito forte a equipa do Minho. Jogadores do escalão e 3 atletas já com idade sénior, como permitem os regulamentos, e um Rugby tecnicamente evoluído, individual e coletivamente.

O Caldas RC apresentou-se com a equipa quase completa, algumas faltas por pequenas lesões, mas formada com 9jogadores ainda com idade do escalão sub-16.

Entrou melhor o CRAV, a aproveitar alguma desconcentração e apatia dos Caldenses. Aos 4 minutos já venciam por 10-0, fruto de uma penalidade concretizada aos postes e de um ensaio transformado.

Reagiram os Pelicanos, passando a jogar o seu Rugby tradicional. Conscientes do maior poder físico do adversário privilegiaram o jogo à mão, saindo sempre a jogar, mesmo dos seus 22 metros. Contrariaram os Arcuenzes com uma defesa rápida e pressionante.

Aos 15 minutos, e coroando uma jogada em que a oval foi passada de mão em mão em mais de 70 metros e a tua a largura do campo, o Caldas chegou ao ensaio, concretizado pelo ¾ ponta Tomás Fidalgo. A transformação clínica do ”arrier” Afonso Pecegueiro colocou o marcador em 10-7.

Carregaram os visitados e foi a vez de os Caldenses defenderem a sua linha com bravura e grande competência. Sempre que a oportunidade surgia respondiam jogando rápido à mão e num contra-ataque de mais de 70 metros, aos 25 minutos, o médio de formação Pelicano Rodrigo “Pulga” Henriques colocou a oval nos 5 metros do CRAV.

Na sequência uma conquista de formação ordenada foi jogada pacientemente até à finalização pelo centro Alex Vieira. A inevitável conversão pelo habitual chutador Caldense colocou a equipa do Oeste na frente do marcador.

Não demorou a responder a equipa da casa, e reduziu aos 27 minutos na transformação de uma nova penalidade tentada aos postes. O jogo no chão foi muito penalizador para os Pelicanos.

Insistiu o CRAV no jogo poderoso dos seus avançados e defendeu muito e bem o Caldas.

No final da primeira metade os Arcuenzes conseguiram, finalmente, ultrapassar a linha Pelicana e chegaram ao ensaio, bem transformado.

Ao intervalo: CRAV – 20 (2E, 2T, 2P) / Caldas RC – 14 (2E, 2T).

Jogo intenso, repartido, dois estilos diferentes de Rugby, vantagem para a equipa com maior poder físico e que impôs maior ritmo ao seu jogo. Réplica do Caldas com momentos de Rugby empolgante.

A segunda parte não foi tão bem jogada por ambas as equipas. Mais erros de manuseamento impediram um jogo fluido e rápido como se tinha assistido na metade inicial.

Pouco a pouco a maior capacidade física, apoiada num Rugby já muito adulto e bem jogado taticamente, foi impondo a diferença a favor do CRAV.

Resistia com uma defesa muito corajosa e de total entrega o Caldas, nunca desistindo de contra-atacar, sempre jogando à mão.

Nos últimos 15 minutos a resistência Pelicana cedeu finalmente. Aos 56 minutos uma perda em formação ordenada de introdução do Caldas resultou em contra-ataque e ensaio da equipa Arzuzense.

No reatamento o Caldas viu-se reduzido a 14 jogadores por exclusão temporária do seu nº 8. Os atos de indisciplina pagam-se caro, e terminou aqui a resistência Pelicana e a chance de lutar pelo resultado.

Aos 60 minutos o CRAV chegou ao toque de meta, entre os postes, sequência de uma excelente jogada coletiva. A transformação, fácil, sentenciou o marcador.

A partida passou entrou então numa fase de menor acerto departe a parte. A forte temperatura que se fez sentir desgastou os jogadores de ambas as equipas, principalmente considerando a intensidade colocada no jogo.

Aos 67 minutos uma perda de bola num ressalto improvável foi aproveitada pelo CRAV e concluída com novo ensaio, também transformado.

Sentiram-se injustiçados os Pelicanos e, como é apanágio desta equipa de Rugby foram com tudo nos últimos minutos.

E, na bola de jogo, esta atitude teve o prémio merecido. Várias fases dos avançados à mão foram sendo travadas por faltas e numa última arrancada o médio de abertura “Manu” Carriço encontrou o espaço para mergulhar entre os postes e marcar um ensaio merecidíssimo. Transformação fácil, mas segura de Afonso Pecegueiro.

Resultado Final: CRAV – 37 (5 E, 3 T, 2 P) / Caldas RC – 21 (3 E, 3 T).

Vitória incontestável do CRAV, equipa mais adulta, mais poderosa fisicamente e com um Rugby rápido, intenso e taticamente já bem desenvolvido.

Respondeu sempre com grande espírito e atitude o Caldas RC, mostrando a espaços a sua escola de bom recorte técnico. A juventude da equipa não a impediu de estar a disputar esta fase final mas, obviamente, ainda a limita para outros voos. O futuro está lá e assim prossiga que grandes resultados de avizinham.

Uma última palavra para o desportivismo de ambas as equipas. O Rugby é magnífico quando se tem um jogo de escalão jovem assim.

Alinharam pelo Caldas RC: Afonso Montargil, Afonso Pecegueiro (3T), Alexandre Vieira (1E), Álvaro Jasmins, Bernardo Nascimento, Carlos Prieto, Diogo Vieira, Duarte Jasmins (Cap.), Gonçalo Peres, João Pedro Lamy, José Contreras, José Vieira, Manuel Carriço (1E), Pedro Correia, Rafael Marcos, Rodrigo Henriques, Rodrigo Pereira, Tomás Fidalgo (1E), Wilson Bento.

Treinador: Patricio Lamboglia

Diretor de Equipa: António assim Ferreira Marques

Fisioterapia: Rodrigo Santos/Physioclem

A Equipa do Caldas RC deslocou-se em carrinhas gentilmente cedidas pela TransWhite.

Os nossos agradecimentos ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

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