16ª Jornada CN2 MRC Bairrada – 20 (3E, 1T, 1P) vs Caldas RC – 33 (5E, 4T)

16ª Jornada CN2 Seniores

Caldas RC vence na Bairrada e assegura as ½ Finais do CN2.

Numa tarde que se anunciava de tempestade, mas que acabou por apenas observar alguns períodos de aguaceiros, ainda que intensos, num relvado em magníficas condições, assistiu-se a uma partida de total entrega pelas duas Equipas em presença.

Uma palavra para a magnífica atitude competitiva dos Bairradinos, numa posição na tabela classificativa que talvez não espelhe o valor do conjunto.

Os Pelicanos apresentaram-se algo diminuídos, apenas 18 jogadores na ficha de jogo, resultado de lesões ainda não totalmente recuperadas e ausências por motivos profissionais, mas com a disposição de manter a senda vitorioso fora de portas – apenas uma derrota nesta fase regular.

O encontro correspondeu às expectativas e manteve interessados os muitos amantes do Rugby que assistiram.

O Caldas iniciou com o seu Rugby tradicional, jogo à mão, e o Bairrada com a sua já tradicional defesa muito pressionante e jogo de avançados, a provocar muitas penalidades no solo ao adversário.

Aos 2 minutos, e beneficiando de uma dessas faltas o Bairrada transformou um pontapé de penalidade, aos postes, abrindo o marcador.

Respondeu de imediato o Caldas, e após captação na bola de saída pelo nº 8 Filipe Gil, a oval foi endossada ao ¾ ponta, Diogo Vasconcelos, que, muito rápido, concretizou o toque de meta. A transformação exemplar de Tommy Lamboglia colocou o marcador em 3-7.

Os Caldenses instalaram-se no meio-campo Bairradino e, dominando, foram procurando alargar a vantagem. A defesa sempre muito aguerrida da equipada casa e algumas indecisões no último passe foram logrando algumas boas ocasiões.

Pouco a pouco o Bairrada foi respondendo e, impondo o seu jogo de avançados e rápidas penetrações pelo centro, foram criando dificuldades à defesa Caldense. Aos 20minutos e após uma série de fases, os Beirões conseguiram ultrapassar a linha defensiva e chegaram ao ensaio, não transformado.

1º Quarto: MRC Bairrada – 8 / Caldas RC – 7.

Jogo equilibrado, dois estilos de Rugby diferentes.

Manteve o seu estilo a equipa da casa e aos 24 minutos beneficiou de mais uma penalidade. Tentada aos postes não foi concretizada.

Avisado o Caldas voltou a impor o seu jogo, a partir de várias jogadas do seu 3 do centro, integrando-se sempre a propósito o “arrier” Claúdio França. E aos 30 minutos foi precisamente o nº 15 Pelicano que conclui jogada iniciada pelo centro Tomás Jacinto. Pontapé de difícil execução mas bem conseguido do inevitável Tommy Lamboglia e o Caldas regressava ao comando do marcador, 8 – 14.

O Bairrada, com o caráter de uma verdadeira equipa de Rugby reagiu de pronto. De novo várias fases dos seus avançados, sempre dificilmente parados pela defesa Caldense, finalmente finalizadas com êxito aos 34 minutos com um ensaio, facilmente transformado, colocando o marcador a seu favor, 15 – 14.

Tal como tinha acontecido no primeiro ensaio da equipa da casa, o Bairrada empolgou-se, pressionou a defesa Pelicana e beneficiou, aos 36minutos, de uma nova tentativa aos postes, contudo sem êxito.

Nos últimos minutos, e na bola de jogo, o Caldas conseguiu, encadear uma excelente jogada à mão, iniciada nos seus 22 metros pelo nº 15, após marco, prosseguida pelos centros, Tomás Jacinto e Tiago “Samu” Santos e que só terminou entre os postes, com a concretização do asa Leo Ferreira, que acompanhou toda a movimentação. Transformação fácil do médio de abertura Pelicano.

Ao intervalo: MR Bairrada – 15 (2E, 1T, 1P) / Caldas RC – 21 (3E, 3T).

Vantagem algo lisonjeira do Caldas, mais forte no jogo à mão mas com dificuldades em parar o jogo pressionante dos avançados Bairradinos.

Alertados para a necessidade de resolverem o encontro, os Pelicanos entraram muito fortes. Aos 42 minutos uma iniciativa de novo conduzida pelos centros Caldenses foi concretizada pelo ¾ ponta Diogo Vasconcelos. O pontapé de transformação não resultou.

Inexplicavelmente os Caldenses desconcentraram-se e, aproveitando, os Bairradinos reentraram na partida, aos 45 minutos, marcando o seu terceiro toque de meta, não transformado. 20 – 26 no placard.

A partida entrou, então, numa fase muito disputada, o Caldas a procurar a partir de boas conquistas na mellée lançar as linhas atrasadas, mas respondeu sempre com uma defesa eficaz a equipada casa.

3º Quarto: MRC Bairrada – 20 / Caldas RC – 26.

Jogo em aberto, o Caldas incapaz de “matar” o jogo, o Bairrada com grande atitude.

Aos 61 minutos, finalmente, uma boa conquista na formação ordenada foi prosseguida com uma entrada do “arrier” Caldense, Claúdio França, a perfurar a linha Bairradina, colocando a oval no toque de meta. Pontapé magnífico de Tommy Lamboglia e o resultado em 20 – 33.

A partir daqui, nos últimos 20 minutos, assistiu-se a um confronto interessante, ainda que sem ser bem jogado.

O Bairrada, nunca desistiu de virar o resultado, mantendo a sua toada de fases de ataque de avançados, com trocas rápidas, e tentativa de penetração pelo canal central.

Foi a vez de o Caldas defender com tudo, nos seus 22 metros, sem nunca descurar de procurar o contra-ataque, sempre à mão, para chegar ao sexto ensaio e ao ponto bónus atacante.

E quase o ia conseguindo em duas iniciativas do segundo centro Tomás Jacinto sempre bem acompanhadas pelo “arrier” Claúdio França. A coragem da defensiva Bairradina conseguiu contrariar, in extremis, o ensaio que se adivinhou.

Resultado Final: MRC Bairrada – 20 (3E, 1T, 1P) / Caldas RC – 33 (5E, 4T).

Vitória justa do Caldas, que teve que se bater contra um Bairrada que nunca desistiu.

Um aplauso para duas Equipas que puseram no “pitch” aquilo que deve ser a essência de um jogo de Rugby, jogar com tudo mas sempre com lealdade.

Arbitragem equilibrada de Pedro Quadros.

Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, Cláudio França (12E), David Esteves, Diogo Vasconcelos (2E), Dorin Plameadala, Filipe Gil, Gonçalo Sampaio, Gonçalo Silva, Leonardo Ferreira (1E), Luis Gaspar, Mateus Neves, Ricardo Marques (Cap.), Rui Santos, Salvador Cambournac, Sebastião Vasconcelos, Tiago Santos, Tomás Jacinto, Tomás Lamboglia (4T).

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretores de Equipa: Adelino Jacinto e António Ferreira Marques

Fisioterapeuta: Erica Balseiro/Physioclem

Com este resultado o Caldas RC garante a presença nas meias-finais do CN2, quando faltam disputar 2jornadas.

Uma última palavra para os poucos, mas indefetíveis, adeptos Pelicanos que, sem medo da intempérie anunciada, estiveram com a Equipa do princípio ao fim do jogo.

O Caldas RC deslocou-se em autocarro da CMCR. Mais uma viagem segura, cortesia de Jorge Duarte.

Os nossos agradecimentos ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

 

NOTA: Fotos cortesia de “Diogo Pereira Fotografia”

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