3ª Jornada CN 1ª Divisão RV Moita – 10 (2E) vs Caldas RC – 22 (3E, 2T, 1P)

3ª Jornada CN 1ª Divisão Seniores

Caldas RC vence na Moita do Ribatejo

Deslocação sempre difícil ao terreno da Vila da Moita.

Tarde de autêntico Verão, “pitch” de má qualidade, mais um ”ervado” que um relvado, atraso no início da partida – para aguardar a chegada do árbitro designado, vindo de arbitrar duas partidas dos escalões Sub18 eSub16 durante a manhã. O Rugby português continua com os problemas habituais, sem resolução a curto prazo. O novo capítulo que se espera a partir do próximo Fevereiro, alicerçado numa maior participação e colaboração de todos os agentes da nossa modalidade, é a esperança para um melhor Futuro oval, que todos os que se entregam diariamente merecem.

A primeira metade foi equilibrada, jogada mais com o músculo de com a cabeça. Duas equipas com Rugby distinto. Os Moitenses com alguma veterania e muita experiência procurando o jogo de avançados, os Caldenses a privilegiar o seu tradicional jogo à mão a partir de conquistas nas fases estáticas.

Uma entrada algo tímida dos Pelicanos e logo no 1º minuto uma oportunidade para pontuar dos Moitenses. O pontapé de penalidade, tentado aos postes, contudo não se concretizou.

Instalou-se o Caldas nos 22 metros do Moita, várias tentativas de armar “moule” a partir de conquistas no alinhamento – os Pelicanos estiveram superiores neste domínio, mas sem contrariadas quer pela defensiva adversária ou por erros de manuseamento na finalização das jogadas.

Aos 15 minutos, o primeiro ensejo de pontuar foi concretizado. Pontapé de penalidade aos postes o critério habitual de “Tommy” Lamboglia a funcionar.

Procurou reagir de imediato a equipa da casa, encandeando várias fases de avançados, mas a defesa Pelicana respondeu com eficácia não cedendo a linha de vantagem.

1º Quarto: RV Moita – 0 / Caldas RC – 3.

Equilíbrio e jogo ainda indefinido.

O Caldas passou a jogar com mais ligação e várias oportunidades de fazer funcionar o marcador foram aparecendo. Alguma indecisão na definição final das jogadas habituais do “3 de trás” iam, contudo, comprometendo a concretização do ensaio adivinhado.

Aos 36 minutos, uma falta no ruck pelo médio de abertura Pelicano, bem penalizado com o ”amarelo” travou esta fase ascendente do conjunto Caldense e reequilibrou a partida.

1ª Parte: RV Moita – 0 / Caldas RC – 3 (1 P).

Resultado não expressava o ascendente dos visitantes. O Caldas necessitava de mais concentração nos momentos decisivos.

Os Caldenses iniciaram a segunda parte com outra atitude competitiva.

Com a reentrada do seu “playmaker”, cumpridos os 10 minutos no ”sin bin”, o ensaio chegou de imediato aos 47 minutos. Alinhamento conquistado, “moule” e entrada decidida do centro Gonçalo Silva que finalizou entre os postes. Transformação sem dificuldade de “Tommy” Lamboglia.

Mantendo o ritmo os Pelicanos chegaram aos 53 minutos a novo ensaio, de novo por Gonçalo Silva, fechando jogada à mão exemplar. Correspondeu ao mesmo nível o pontapé de “Tommy” Lamboglia.

Previa-se o avolumar do marcador para o Caldas. Mas o Moita respondeu pondo mais agressividade no seu jogo defensivo e procurando inverter o sentido do jogo.

Aos 56 minutos a saída, por lesão, do influente 2ª linha do Caldas – as condições do campo condicionaram a integridade física dos jogadores, travaram o ascendente Pelicano.

Aproveitaram os Moitenses, e aos 60 minutos, aproveitando uma jogada de avançados nos 10 metros, chegaram ao ensaio, ainda que em jogada precedida de “toque para a frente” não vislumbrada pelo árbitro.

3º Quarto: RV Moita – 5 / Caldas RC – 17.

Supremacia Caldense, mas reação sempre com denodo dos Moitenses. Último período seria decisivo para o resultado final, conforme a atitude que cada equipa pusesse na partida.

E o Caldas afirmou a sua presença. Mais uma muito bem delineada jogada da linha de ¾ Pelicana, avançados a fixar plataforma e abertura para a entrada, à ponta do nº 8 “Fili” Gil, resultou, aos 64 minutos, no ensaio dos forasteiros. O pontapé de transformação não resultou.

Com a vitória à vista o Caldas foi à procura do ensaio que lhe daria o ponto bónus ofensivo.

As oportunidades para tal foram várias, mas, ou por precipitação na finalização ou por uma opção de dar minutos de jogo ao banco Pelicano – a possibilidade de novas lesões e a necessidade de garantir respostas para um campeonato longo e muito competitivo, o marcador não sofria alteração.

Quando aos 76 minutos um “amarelo” por faltas sucessivas aos Moitenses não foi aproveitado pelos Caldenses, que viram um dos seus avançados penalizado da mesma forma, logo de seguida, ditou o fim do jogo Pelicano.

Aproveitou, com a postura que sempre se espera de uma equipa de Rugby, o Vila da Moita, e, na bola de jogo, chegou ao ensaio, que se aceita pela entrega que a formação visitada sempre teve durante a partida.

Resultado Final: RV Moita – 10 (2 E) / Caldas RC – 22 (3 E, 2 T, 1 P).

Vitória sem contestação do Caldas RC, melhor equipa em todos os aspetos do jogo.

Alguma falta de concentração em momentos chave, aspeto a corrigir e que não pode ser desculpado por algumas incidências da partida, penalizaram a obtenção de um resultado mais dilatado e o ponto bónus que premiaria o Rugby de melhor nível.

Prestação dentro da atual capacidade dos Moitenses que lutaram até final.

Por último uma palavra para a estreia de mais um produto da formação Caldense na equipa sénior, em competição. Parabéns ao jovem Caetano Perez que mostrou a personalidade Pelicana.

Arbitragem de Ruben Corchuelo, a quem saudamos pela disponibilidade demonstrada. Organização de jogo competente.

No próximo sábado, 27 de Outubro, o Caldas RC recebe, em casa, o CR Évota, para a 4ª jornada do CN da 1ª Divisão.

Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, André Pinheiro, Caetano Perez, Claúdio França, Cristiano Manuel, Diogo Vasconcelos, Filipe Gil (1E), Gonçalo Sampaio, Gonçalo Silva (2E), Leonardo Ferreira, Luís Carvalho, Luís Gaspar, Mariano Farias, Miguel Freitas, Nuno Tomaz, Oscar d’Amato, Ricardo Marques (Cap.), Rui Santos, Salvador Cambournac, Tiago Gaspar, Tomás Lamboglia (2T, 1P), Tomás Melo, Wilson Bento.

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretor de Equipa: Francisco Azinheira

Fisioterapeuta: Érica Balseiro/Physioclem.

A equipa do Caldas RC deslocou-se em autocarro da CMCR, condução sempre segura de Jorge Duarte a quem deixamos os nossos agradecimentos.

O nosso obrigado, também, ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

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