4ª Jornada CN 1ª Divisão Caldas RC – 14 (1E, 3P) vs CR Évora – 14 (2E,2T)

4ª Jornada CN 1ª Divisão Seniores

Empate amargo do Caldas RC frente ao CR Évora

Um encontro que se apresentava muito disputado. O CR Évora, equipa que disputou a Divisão de Honra e que se apresentava para esta época com legítimas aspirações ao título, mas com um início abaixo das expectativas, o Caldas RC disposto a mostrar que está nesta Divisão para disputar todas as partidas.

Uma tarde a indiciar que já estamos em pleno Outono, um vento fortíssimo e que veio a condicionar a prestação técnica de ambas as equipas. Apesar da tarde desagradável, assistência composta, exclusivamente de adeptos Pelicanos, muitos ex-jogadores que tiveram no final da manhã o seu treino de Touch Rugby, o Bar do Rugby com almoço muito participado de sócios e a presença sempre de saudar da Autarquia Caldense.

A jogar contra o vento, o Caldas entrou titubeante. A jogar a partir dos seus avançados – os Alentejanos estiveram dominadores neste sector, o Évora colocou forte pressão nos Caldenses e, aos 5 minutos chegou, com naturalidade, ao primeiro ensaio pelo nº 8 Frederico Couto, a concluir fase nos 5 metros adversários. Transformação eficaz pelo médio abertura Diogo Appleton.

Reagiu o Caldas e começou a encadear jogadas a partir de fases de avançados, conquista de penalidades jogadas à touche, com tentativas de “moule”, sempre bem defendidas pelo Évora nos seus últimos 10 metros.

Com domínio territorial, conquistas a partir de alinhamentos e lançamento dos “5 de trás”, a romper e a ultrapassar a linha de vantagem, os Pelicanos desperdiçaram três boas oportunidades de chegar ao ensaio por “erros de manuseamento” no passe final.

1º Quarto: Caldas RC – 0 / CR Évora – 7.

Domínio Caldense, ineficaz por erros técnicos ou indecisão na escolha da finalização.

Os segundos 20 minutos iniciaram-se na mesma toada, com uma nova oportunidade para a equipada casa, travada nos 10 metros, mas, pouco a pouco, o Évora foi equilibrando e, dominando a formação ordenada, com saídas poderosas do nº 8, começaram a criar dificuldades à defensiva Caldense.

E na oportunidade de chegarem aos 22 metros, os Eborenses chegaram a novo ensaio, aos 32 minutos, pelo centro António Fonseca, a partir de nova saída de 8, muito rápida e fase de avançados nos últimos 5 metros. Transformação fácil de Diogo Appleton.

O Caldas procurou regressar ao jogo, com tentativas a partir do centro, mas o Évora respondeu sempre com defesa coesa e muito eficaz.

1ª Parte: Caldas RC – 0 / CR Évora – 14 (2 E, 2 T).

Évora mais esclarecido, com domínio no jogo estático, o Caldas a comprometer várias iniciativas por erros no passe final.

Esperava-se um regresso com tudo dos Pelicanos, agora a jogar a favor do vento que se mantinha muito intenso.

E foi o que aconteceu. A partir de pontapés táticos, a entrada para centro de Jonathan Nolan acentuou esta capacidade, conquistas de alinhamento e fases de “moule” apenas travadas em falta, o Caldas foi conquistando penalidades.

Tentadas aos postes pelo chutador “Tommy” Lamboglia, aos 4 minutos, este na sequência de falta a derrubar “moule” que custou amarelo ao pilar Eborense, e aos 9 minutos, esta contestada pelos Alentejanos que se viram penalizados com ”mais 10 metros”, ambas concretizadas com êxito.

A pressão Caldense acentuava-se mas o Évora defendia com autoridade e procurava sempre que possível colocar o jogo no meio campo adversário, a partir do jogo muito conseguido dos seus avançados.

Aos 16 minutos, e numa dessas jogadas nos últimos 10 metros Caldenses, o recém-entrado pilar Pelicano, Mariano Farias, viu-se “enviado para o sin.bin”, por falta no “breakdown”. O jogo Caldense ressentiu-se e a pressão, que se vinha a acentuar, foi contida.

3º Quarto: Caldas RC – 6 / CR Évora – 14.

Entrada com tudo dos Caldenses, mas sempre bem contrariada pelos Eborenses. O último período seria decisivo para o resultado final, conforme a atitude e o melhor discernimento que cada equipa pusesse na partida.

O Caldas, mesmo com 14 nesta fase, não baixou os braços. Este é o caracter Pelicano, nunca desistir e deixar tudo no “pitch”.

Aos 64 minutos uma nova falta do Évora, a tentar conter mais uma jogada de penetração do “arrier” Claúdio França, foi tentada aos postes por “Tommy Lamboglia” que com um excelente pontapé colocou o resultado na diferença de um toque de meta.

Não desacelerou a equipa da casa e numa excelente jogada de toda a linha de ¾ viu Claúdio França concretizar, à ponta, empatando o marcador, aos 69 minutos. O pontapé de transformação adivinhava-se difícil, mas o chutador Pelicano quase concretizava.

Os últimos10 minutos seriam intensos. O Caldas perdeu serenidade e critério na decisão de jogadas, arriscando talvez em demasia nos pontapés a tentar conquistar território, colocando a oval nos últimos 10 metros dos visitantes, ou tentando ultrapassar a linha de vantagem a partir de penetrações do possante nº15.

O Évora, mais esclarecido colocou o jogo como se impunha no perímetro curto e, beneficiando de duas saídas dos pontapés táticos pela linha de fundo, conquistou com clareza as formações ordenadas e pressionou o último reduto Caldense nos últimos momentos. Foi a vez do coração Pelicano responder defendo a linha de ensaio com carácter e procurando sair a jogar à mão dos seus 22 metros numa última tentativa.

Resultado Final: Caldas RC – 14 (1 E, 3 P) / CR Évora – 14 (2 E, 2 T).

Resultado que se aceita como justo.

Partida intensa e de entrega total por todos os jogadores, que, certamente, não deixaram dececionada a bancada.

Ambas as equipas viram o seu jogo prejudicado pela forte ventania que se fez sentir, adaptou-se melhor o Évora jogando curto e impondo-se nas formações ordenadas. O Caldas procurou sempre o jogo à mão, nem sempre com o melhor critério e vendo algumas das suas conquistas da vantagem comprometidas por erros de manuseamento.

Arbitragem de Bruno Caldeira, nem sempre ajudado por algum comportamento de contestação dos jogadores.

Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, Caetano Perez, Claúdio França (1E), David Esteves, Diogo Vasconcelos, Filipe Gil, Gonçalo Sampaio, Gonçalo Silva, Jonathan Nolan, Leonardo Ferreira, Luís Carvalho, Luís Gaspar, Mariano Farias, Mateus Neves, Miguel Freitas, Oscar d’Amato, Ricardo Marques (Cap.), Rui Santos, Salvador Cambournac, Tiago Gaspar, Tomás Lamboglia (3P), Tomás Melo, Wilson Bento.

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretor de Equipa: Francisco Azinheira

Fisioterapeuta: Érica Balseiro/Physioclem.

O nosso agradecimento ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

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