6ª Jornada CN 1ª Divisão Caldas RC – 13 (1E, 1T, 2P) vs RCSantarém – 18 (2E, 1T, 2P)

6ª Jornada CN 1ª Divisão Seniores

RC Santarém vence Caldas RC num muito disputado Derby do Oeste

Na semana anterior, as duas mesmas equipas tinham tido resultados mistos. O Caldas teve uma derrota pesada frente ao Benfica, com Santarém a vencer por uma margem apertada o São Miguel. Mas esta partida, este é um ‘derby’ local, com o Caldas à procura de se redimir e o Santarém querendo continuar a sua série de vitórias. Esperava-se um jogo tenso. E o resultado poderia cair para qualquer dos lados.

A tarde apresentou-se muito ventosa, a ameaçar chuva, que contudo não fez a sua aparição. Bancadas muito compostas com as duas claques bem representadas.

O Santarém começou com uma forte vantagem de vento e determinado a jogar na metade do seu adversário.

Esta pressão inicial foi recompensada nos primeiros oito minutos, com a marcação de duas penalidades. O primeiro pontapé ao 4º minuto e o segundo no 8º minuto. Esta última penalidade foi chutada ainda a partir do meio-campo Escabilitano. Um pontapé fantástico de mais de 50 metros do médio de abertura Rafael Morales, um internacional Brasileiro de bom nível.

Mas o Caldas respondeu com uma boa pressão a jogar o seu Rugby, com a oval na mão.

Os esforços Pelicanos conquistaram uma penalidade aos 12 minutos, bem convertida pelo seu nº 10, Tommy Lamboglia, para reduzir o déficit.

Os Cavaleiros continuaram com a sua pressão, beneficiando do forte vento a favor. No entanto, os Pelicanos mostraram um grande espírito, atacando, sempre que tinham posse. O vento forte prejudicou os alinhamentos e muitos manuseamentos viram a trajetória da oval desviada.

No 20º minuto, o Caldas tem uma linha de ataque bem dentro do meio-campo do Santarém, mas o lance é desperdiçado por um mau passe.

1º Quarto: Caldas 3pts / Santarém 6pt.

O Caldas jogou com determinação contra um vento muito forte. Mas necessitariam ser mais precisos nos passes e evitar chutar a posse da oval e tentar ganhar território.

O Santarém entrou confiante, atacando com velocidade e movendo a bola rapidamente, mas a defesa do Caldas, muito enérgica, frustrou muitas das suas tentativas de marcar.

 

O Caldas produziu algumas jogadas empreendedoras aos 24 minutos. A partir de uma penalidade jogada à mão pelo médio de formação, Salvador Cambournac, o número 9 Pelicano progrediu com o objetivo da linha de meta, mas uma placagem final gorou a chance de conseguir pontuar.

Nos cinco minutos seguintes o Caldas ganhou um alinhamento, jogou em profundidade, mas infelizmente sem sucesso.

Nesta fase o Santarém cometia muitas faltas e erros de manuseamento impedindo um Rugby com sequência.

Aos 29 minutos, contudo, o Santarém conquistou uma formação ordenada bem dentro dos 22 metros do Caldas e marcou um ensaio, bem convertido pelo seu chutador habitual. Uma excelente, penetração do “arrier” Francisco Montoya a evitar várias tentativas de placagem e a finalizar a jogada clinicamente.

Aos 30 minutos, o Caldas conquistou mais uma penalidade por tackle alto, mas o alinhamento conquistado não deu em nada. A placagem em falta mereceria um cartão amarelo? O árbitro decidiu que uma penalidade seria suficiente.

Aos 35 minutos, Caldas desperdiçou mais um alinhamento devido a uma má introdução; as dificuldades do forte vento a fazerem-se sentir.

Até final do primeiro período o Santarém procurou jogar a partir dos seus avançados, sempre perigosos quando em posse da bola.

1ª Parte: Caldas 3pts (1P) / Santarém 13pts (1E, 1T, 2P.

Os Pelicanos podiam sentir-se satisfeitos com o seu desempenho na primeira metade do seu desempenho. Contiveram a maior pressão dos Cavaleiros e procuraram atacar à mão sempre que o ensejo se proporcionava. O Santarém não capitalizou a vantagem do vento a favor, mas mostrou-se ameaçador sempre que contra atacou.

Jogo em aberto, ambas as equipas a precisarem de melhorar a qualidade do passe e deixar de desperdiçar movimentos promissores por disciplina no jogo no chão e erros não-forçados.

Nos terceiros 20 minutos, os dois lados anularam-se. Muitas infrações e muitos movimentos sem a sequência mais esclarecida. Jogo muito competitivo, mas falta de Rugby fluente, fruto de inúmeras interrupções.

O Caldas precisava marcar pontos e tentar encontrar uma maneira de sair deste impasse. O Santarém sabia que o ímpeto teria que pertencer ao Caldas, colocando todo o seu empenho em defender a liderança e conquistar a vitória.

3º Quarto: Caldas 3pts / Santarém 13pts.

O último quarto adivinhava-se decisivo.

Aos 69 minutos, o Caldas reduziu a vantagem através de uma penalidade de Tommy Lamboglia.

Faltas consecutivas no breakdown por parte dos Cavaleiros levam a um “amarelo” para o 2ª linha do Santarém aos 71 minutos.

Faltava uma ‘faísca’, ao jogo Pelicano, mas no minuto 73, Claúdio Françarompe a defesa de Santarém e executa o toque de meta, entre os potes. A conversão de Tommy Lamboglia foi um pro-forma.

Marcador em 13-13 à entrada dos últimos 5 minutos. Ambas as equipas procuraram a vitória, entregando-se ao jogo com todas as suas forças o que empolgava as bancadas.

E o momento decisivo chegou aos 79 minutos e para o Santarém. Perda de bola do Caldas ao tentar jogar rápido uma penalidade, movimentação rápida da oval para a esquerda e ensaio pelo centro Manuel Dentinho.

No tempo restante os Pelicanos mostraram a fibra de que são feitos, jogando com coragem. Instalaram-se nos últimos 22metros do Santarém, conquistando formações ordenadas sucessivas e, mesmo no final tentaram jogar uma penalidade rapidamente à mão à entrada dos10metros dos Cavaleiros. O Santarém pôs tudo na defesa da sua linha de vantagem e conseguiu aguentar a vantagem.

Resultado Final: Caldas 13pts (1E, 1T, 2P)) / Santarém 18pts (2E, 1T, 2P).

Jogo muito disputado, nem sempre jogado com qualidade, o vento forte, principalmente na primeira parte com alguma responsabilidade.

Uma tarde sombria e escura, a obrigar à iluminação artificial antes do intervalo, mas um jogo muito animado, honra aos jogadores de ambas as equipas, e que prendeu a assistência.

Uma partida tipicamente de ‘derby’ local a que os participantes se entregaram com paixão e entrega.
Nenhuma das equipas deixou de lutar para impedir dar vantagem aos adversários. Alguns incidentes por indisciplina típica de jogado lutado no limite, mas sem atitudes antidesportivas de parte a parte.

O Caldas colocou em jogo todo o seu espírito e coragem, mas acabou derrotado ao não conseguir concretizar em pontos as oportunidades de que dispôs.

 

O Santarém aproveitou melhor, em termos de marcação a vantagem de jogar a favor do vento, aproveitando com mais eficácia as suas chances, e acabou por merecer a vitória.

O aplauso final das bancadas foi o prémio para os intervenientes que jogaram Rugby.

Arbitragem de Luís Miranda.

Alinharam pelo Caldas RC: Alexandre Vieira, Caetano Perez, Claudio França (1E), David Esteves, Diogo Vasconcelos, Filipe Gil, Gonçalo Sampaio, Gonçalo Silva, Leonardo Ferreira, Luís Carvalho, Luís Gaspar, Mariano Farias, Mateus Neves, Miguel Freitas, Nuno Tomaz, Oscar d’Amato, Ricardo Marques (Cap.), Ricardo Rei, Salvador Cambournac, Tiago Gaspar, Tomás Lamboglia (1T, 2P), Tomás Melo, Wilson Bento.

Treinador: Patrício Lamboglia

Diretor de Equipa: Francisco Azinheira

Fisioterapeuta: Érica Balseiro/Physioclem.

O nosso agradecimento ao apoio da CM Caldas da Rainha e aos nossos patrocinadores.

 

 

 

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